terça-feira, 2 de setembro de 2008

MANIFESTO BARUDIANISTA

"Só o Barudianismo nos une. Sexualmente. Artísticamente. Intelectualmente. E, acoplando os itens anteriores, e todos os demais da vida, a pós-modernidade.

Nós defendemos a revolução. Não a revolução de Sandino, nem a de Guevara, Fidel e Camilo. Não queremos o rigor de 1964, nem tão pouco a frouxidão de Gandhi. Esses buscavam mudanças pelo coletivo. Queremos uma transformação individual, através da auto-permissão.

O Barudianismo surge da necessidade de acabar com os modelos. Com toda a estrutura armada para privar o instinto de liberdade, o potencial criativo, do ser humano.

Queremos um homo sapiens sapiens livre. Afastado de toda a moralidade hoje imposta pela mídia, religião e política.

Fluir, or not fluir, that is the question.

Mas, ainda seguindo o ideal da revolução livre, abominamos qualquer tipo de imposição. Os barudianistas são livres até mesmo para questionar o próprio Barudianismo. A única cobrança é a do livre arbítrio, com bom senso. Da não alienação por nenhuma instituição ou sentimento.

Sendo assim podemos negar (e muitas vezes negamos!) o amor. Esse sentimento, quando não dominado, acaba cegando e privando a possibilidade de crescimento, em todos os sentidos, do vitimado.

O equívoco de interpretar nossa indiferença como egoísmo é comum. Mas não cofunda a grande obra do mestre Picasso, com a grande pica do mestre de obra. Nossa preocupação com o individual faz um sentindo enorme nesse ambiente fragmentado em que vivemos.

Fluir, or not fluir, that is the question.

Não nos interessa nada que é exato. Não exigimos precisão. Queremos a dúvida, o pensamento. Sabemos que toda a obra, ainda que imprecisa, carrega em si um grande valor afetivo, e pode ser o feto de uma nova revolução.

Intelectualidade. Liberdade. Libertinagem. Pensamento. Pós-modernidade. Egoísmo. Indiferença. Utopia. Etc, Etc, et e al.

Aos que nos chamam de utópicos, durmam com a realidade. E ela não é feliz para quem ainda não percebeu que ninguém nunca vai viver sem sonhos. Pois até mesmo a proposta de acabar com as utopias é uma utópia.

Fluir, or not fluir, that is the question.

Contra todos aqueles que se privam da vida, e na defesa dos que buscam a felicidade independente do que tenham no bolso, ou de quem esteja ao lado. O Barudianismo é o caminho dos que querem a liberdade!"

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Barudiana
Trovador Pós-Moderno
Silisil

Um comentário:

Professor Alan Geraldo disse...

libertinagem, fuga, liberdade, escolha.... o que somos, para que somos, coletivos ou individuais... qual o sentido de si mesmo perante tudo e todos...?