segunda-feira, 27 de julho de 2009

E SE EU FOSSE VAN GOGH?


Eu seria um homem de paixões!
Mais interessado em viver do que em sonhar.
Menos racional e mais intenso.
Mais aqui e menos lá.
Menos poético e mais prolixo.
Menos impressionante e mais expressionista.
Seria menos são e mais insano.

Eu levaria um NUNCA e insistiria para que ela mudasse de idéia.
Envolver-me-ia com prostitutas e as achariam as mulheres mais fascinantes do mundo.
Teria minha primeira relação bissexual com Toulouse Lautre, afinal, se ele já havia me apresentado os prazeres do absinto, por que não os prazeres da carne?
Eu beberia absinto todos os dias para ver fadas verdes mesmo tendo surtos e alucinações.

Não teria medo da falta de controle, já que do incontrolável saem nossas maiores criações.
Depois de uma discussão com meu melhor amigo eu sentiria remorso e daria minha orelha a minha prostituta preferida.

Eu amaria girassóis e sonharia com uma casa amarela.
Eu viveria em Paris, eu pintaria os cabarés, mas jamais me esqueceria da beleza da natureza.

Se eu fosse Van Gogh, talvez eu fosse mais feliz.



Natália Barud

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