terça-feira, 8 de setembro de 2009

E se a supremacia fosse da razão?

Não é novidade a eterna luta do ser humano em permitir que coexistam dentro dele duas forças tão antagônicas como a razão e a emoção. Se a razão te mantém em equilíbrio, a emoção te desestabiliza, tendendo a lhe proporcionar prazeres incríveis e dores incomensuráveis.

No século XVIII, ou também conhecido como o “Século das Luzes”, uma de suas propostas era a racionalidade. A supremacia da razão foi exaltada ao seu limite máximo e o homem colocado como o centro do universo. Deus foi oficialmente destronado e a deusa “razão” colocada em seu lugar. Houve grande crença na perfeição do homem e na racionalização dos sentimentos. Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem.

Foi um momento de grande otimismo por parte dos homens que viveram na modernidade. Vislumbravam uma sociedade mais tolerante, mais pacífica, mais avançada cientificamente e intelectualmente, menos supersticiosa e habitada por homens livres na sua forma de viver e de pensar.

Passados alguns séculos, vejo que poucos homens evoluíram no quesito “razão”. O homem, ou pelo menos grande parte, continua agindo com a eterna irracionalidade das crianças. Será um erro pensar com a emoção e não com a razão? Não tenho dúvidas que a emoção impera majoritariamente, exercendo quase total soberania sobre a razão, mas o que proponho é questionar se hoje, no ano de 2009, a supremacia fosse apenas da razão? Estaríamos mais avançados? Mais humanos? Mais felizes?

Desconfio que não, sofreríamos menos, e seriamos menos felizes também. Não haveria em nossa vida paixões avassaladoras e nem conflitos existenciais. Se não teríamos momentos de felicidade absoluta, não teríamos dores desmedidas.

Alguém deseja viver sem sentir? Ninguém ambiciona ser um robô sem sentimento, nem um boneco de mamulengo manipulado pelas emoções. O que fazer então? Segundo o grande filósofo iluminista Denis Diderot, “a razão sem paixões seria quase um rei sem súditos”, acho que sua proposta era um equilíbrio racional entre ambas. Sonho? Ilusão? Talvez sim, talvez não. A razão e a emoção sempre andaram em direções opostas no pensamento humano, acho que a utopia é as duas se encontrarem.

2 comentários:

scalla drink´s disse...

Estamos a um passo de unirmos razão e emoção SIM ,fundindo para sempre todos os questionamentos humanos relativos a deus e sua existência, o mais interesante é que esta reforma religiosa venha a ser feita por um es-ateu! É PRECISO TER SIDO UM ATEU LEGÍTIMO PARA ENCONTRAR E COMPRENDER DEUS! lucabi brasil

Professor Alan Geraldo disse...

Quando uma verdade não alcança a racionalidade, ela deixa de ser verdade.